1. O candidato não mencionou as receitas/despesas com materiais e mão de obra referentes às pinturas de propaganda eleitorais em muros;
2. O candidato efetuou a realização de receitas/despesas financeiras, sem, contudo, transitar com os aludidos recursos pela conta bancária, sendo que nos extratos apresentados (fls.129/130) não constam o
lançamento de nenhum valor;
3. O candidato não apresentou o recibo eleitoral nº 0006547619MG000086, conforme solicitado;
4. Há uma divergência quanto ao valor do recibo eleitoral nº 0006547619MG000007: no recibo consta R$
650,00 (seiscentos e cinquenta reais), enquanto nas peças "Demonstrativo dos Recursos Arrecadados" e
"Descrição das Receitas Estimadas" constam R$ 325,00 (trezentos e vinte e cinco reais);
5. As despesas em espécie ultrapassaram o limite de R$ 5000,00 (cinco mil reais) previsto na alíena "a", § 2º, art. 30 da Resolução nº 23.376/2012 - TSE e não há nenhum lançamento na peça "Fundo de Caixa". Como ocorrência impropriedades/irregularidades insanáveis constatou-se:
6. A prestação de contas final foi entregue fora do prazo previsto pelo inciso III, art. 29 da Lei nº 9.504/97, regulamentado pelo art. 38 da Resolução nº 23.376/2012 - TSE, a saber, 06/11/2012 (fl. 02).
7. Houve arrecadação de recursos antes da data da abertura da conta bancária específica de campanha eleitoral, ocorrida em 21/09/2012, contrariando o disposto no inciso III, Art. 2º da Resolução TSE 23.376/ 2012;
8. Houve realização de despesas financeiras após a concessão do CNPJ de campanha, ocorrida em 10/ 07/2012, porém antes da abertura da conta bancária específi ca de campanha, ocorrida em 21/09/2012, contrariando o disposto no art. 2° da Resolução TSE 23.376/2012;
9. Houve pagamento de despesas financeiras antes da data de abertura da conta bancária de campanha, ocorrida em 21/09/2012, contrariando o disposto no art. 2º da Resolução TSE n.º 23.376/2012; 10. Houve realização de despesas financeiras após a data da Eleição, ocorrida em 07/10/ 2012, contrariando o disposto no art. 29 da Resolução TSE 23.376/2012.
A sentença ainda cita: "Dentre os vícios citados no parágrafo anterior, destaca-se o trânsito de recursos financeiros fora da conta bancária; arrecadação de recursos financeiros antes da abertura da conta bancária; realização e pagamento de despesas financeiras antes da abertura da conta bancária e a realização de despesas financeiras após a Eleição. A jurisprudência é uníssona no entendimento de que a prestação de contas maculada pelos vícios acima expostos deve ser desaprovada, como se depreende dos julgados abaixo e da Súmula nº 49 do TRE/MG".
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