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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

PC conclui primeira fase da operação Vox Vacua em Espinosa

Divulgação/PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito referente à primeira fase da operação Vox Vacua, deflagrada em Espinosa, região Norte do estado. Sete integrantes do grupo criminoso alvo das investigações foram indiciados.

Entre os suspeitos identificados estão três homens, com idades entre 27 e 33 anos, apontados como líderes da estrutura e responsáveis pela coordenação jurídica, financeira e logística da organização, e quatro mulheres, com idades entre 22 e 30 anos, que atuavam principalmente no suporte operacional e na movimentação bancária, incluindo a abertura de contas fraudulentas e a manipulação de benefícios.

Esquema 

As investigações identificaram um esquema estruturado de fraudes contra idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Foi apurado que o grupo criminoso utilizava dados pessoais e bancários das vítimas para realizar empréstimos fraudulentos acima dos valores acordados, efetuar portabilidades não autorizadas de benefícios previdenciários e movimentar recursos com o objetivo de ocultar valores ilícitos.

Segundo o delegado responsável pela operação, Eujécio Coutrim, a investigação revelou ainda o uso de empresas de fachada e “laranjas” para movimentar os recursos, além da utilização de celulares não pertencentes às vítimas para criar acessos bancários com senhas e autenticações biométricas falsas.

Um relatório técnico elaborado pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro da PCMG (LABDL) apontou movimentações atípicas e expressivas em contas de diversos investigados, incompatíveis com a capacidade econômica declarada, reforçando os indícios da prática de lavagem de dinheiro.

Medidas patrimoniais

Atendendo às representações da Polícia Civil, a Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados, incluindo veículos de luxo, caminhonetes, caminhões, motocicletas, uma moto aquática e uma carretinha. Valores em co
ntas vinculadas aos suspeitos também foram bloqueados, totalizando R$ 2,6 milhões.

O procedimento referente à primeira fase das investigações foi encaminhado à Justiça na última semana, sendo instaurado um novo inquérito para aprofundar a apuração sobre lavagem de dinheiro e a possível participação de novos envolvidos.

Fonte: Ascom/PCMG

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