![]() |
| Divulgação/PCMG |
Entre os suspeitos identificados estão três homens, com idades entre 27 e 33 anos, apontados como líderes da estrutura e responsáveis pela coordenação jurídica, financeira e logística da organização, e quatro mulheres, com idades entre 22 e 30 anos, que atuavam principalmente no suporte operacional e na movimentação bancária, incluindo a abertura de contas fraudulentas e a manipulação de benefícios.
Esquema
As investigações identificaram um esquema estruturado de fraudes contra idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Foi apurado que o grupo criminoso utilizava dados pessoais e bancários das vítimas para realizar empréstimos fraudulentos acima dos valores acordados, efetuar portabilidades não autorizadas de benefícios previdenciários e movimentar recursos com o objetivo de ocultar valores ilícitos.
Segundo o delegado responsável pela operação, Eujécio Coutrim, a investigação revelou ainda o uso de empresas de fachada e “laranjas” para movimentar os recursos, além da utilização de celulares não pertencentes às vítimas para criar acessos bancários com senhas e autenticações biométricas falsas.
Um relatório técnico elaborado pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro da PCMG (LABDL) apontou movimentações atípicas e expressivas em contas de diversos investigados, incompatíveis com a capacidade econômica declarada, reforçando os indícios da prática de lavagem de dinheiro.
Medidas patrimoniais
Atendendo às representações da Polícia Civil, a Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados, incluindo veículos de luxo, caminhonetes, caminhões, motocicletas, uma moto aquática e uma carretinha. Valores em co
ntas vinculadas aos suspeitos também foram bloqueados, totalizando R$ 2,6 milhões.
O procedimento referente à primeira fase das investigações foi encaminhado à Justiça na última semana, sendo instaurado um novo inquérito para aprofundar a apuração sobre lavagem de dinheiro e a possível participação de novos envolvidos.
Fonte: Ascom/PCMG

Nenhum comentário:
Postar um comentário