| Foto: Eduardo Miranda |
Estudo encomendado pelo Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, do Ministério do Meio Ambiente ao Governo de Minas, revela que mais de 30% do território do Estado corre perigo. Entre os fatores de risco estão o aumento do desemprego, da criminalidade e poluição.
142 municípios tiveram suas áreas verdes afetadas por conta do desmatamento, monocultura e da pecuária intensiva. Um terço do território pode virar deserto em 20 anos, caso não sejam adotadas práticas de produção sustentável, o que provocaria a evasão de 2,2 milhões de pessoas da região Norte e Vales do Mucuri e do Jequitinhonha. O estudo aponta que essas terras não teriam mais utilidade econômica ou social, atingindo cerca de 20% da população.
A desertificação é uma das causas históricas de migração (mudança obrigatória de pessoas de suas regiões de origem em razão dos efeitos das mudanças do clima). Esse fenômeno acarreta uma série de problemas sociais, estruturais e econômicos, como densidade populacional; superlotação nos serviços de saúde e educação; o aumento nos índices de desemprego, criminalidade e poluição ambiental; além de prejudicar a eficácia de políticas públicas.
Pesquisa do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) informa que até o ano de 2050, 200 milhões de pessoas deixarão seus lares em decorrência da degradação do meio ambiente.
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